Fim da taxa do agro em Goiás: alívio ao produtor ou decisão de ano eleitoral?
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O anúncio do fim da cobrança do Fundeinfra, feito pelo governador Ronaldo Caiado e pelo vice-governador Daniel Vilela, trouxe alívio imediato para produtores rurais de Goiás. No entanto, a decisão também reacendeu um debate nos bastidores políticos: por que a revogação ocorre justamente em ano eleitoral?
Criado em 2022 com a justificativa de fortalecer a infraestrutura do Estado, o fundo passou a incidir sobre a produção agropecuária e mineral, sendo alvo constante de críticas por parte do setor produtivo, que apontava aumento dos custos em um cenário já pressionado por clima adverso, queda nos preços e dificuldades de crédito. Agora, às vésperas da colheita e em um ano marcado por disputas eleitorais, o governo anuncia o fim da cobrança.
A justificativa oficial é econômica. Segundo Caiado, a medida busca aliviar a carga sobre os produtores diante do alto custo de produção, da falta de seguro rural e da dificuldade de renegociação de dívidas no país. O vice-governador Daniel Vilela reforça que o fundo cumpriu seu papel e que o momento exige sensibilidade com o agronegócio goiano.
Ainda assim, a coincidência de calendário não passa despercebida. Para críticos, o encerramento da taxa pode representar um gesto político estratégico, voltado a um dos setores mais influentes da economia goiana. Já aliados do governo sustentam que a decisão é responsável e necessária, diante do cenário enfrentado pelo campo.
Entre argumentos técnicos e leituras políticas, o fim da taxa do agro passa a simbolizar não apenas uma mudança econômica, mas também um movimento que deve seguir no centro do debate público ao longo do ano eleitoral.









